domingo, 2 de junho de 2013

Analisando o ensino da educação física

A essência dos ensinamentos da educação física perpassam nas ideias do conhecimento técnico de regras de jogo, repertório de exercícios físicos, informação sobre saúde e lazer e vão além de conteúdos que podemos dizer que são materiais.
A essência maior desses conhecimentos caem na construção da ideia seja ela radical ou não sobre particularidades interpessoais que são trazidas embutidas em conceitos de convivência em sociedade facilmente trabalhadas em jogos, esportes e brincadeiras, ideias criticas em relação ao lazer desde sua concepção do que seria lazer até a forma como exercê-lo de uma maneira adequada aos seus ideais.
Para observar a construção de tais ideias, as pesquisas voltadas a conhecer as ideias já inseridas e internalizadas pelos alunos se tornam essenciais para a busca de um método de ensino mais autônomo e critico, enriquecedor culturalmente, socialmente e psicologicamente para o individuo protagonista da prática da atividade.
Minayo (2002) traz a pesquisa social como um ambiente a investigar a sociedade desde seu contexto histórico passando pela consciência histórica e investigando a ligação da identidade do sujeito com o objeto.
Toda a prática cultural corporal na educação física pode ser meio de comunicação do ambiente cultural onde está inserido o ambiente do individuo com um ambiente cultural externo promovendo uma abertura de ideias e quebra de paradigmas pré impostos ao sujeito de forma imperceptível e inconsciente ao individuo receptor de tal ideologia.
Com o uso do movimento é possível desmembrar teorias de cunho social, cultural e barreiras de cunho cognitivo possibilitando assim ao sujeito que vive a ação conhecer melhor sua própria ideia e ser capaz de construir de forma critica, dada a experimentação do ambiente hostil da chegada de um novo conhecimento, um novo conceito e uma nova visão da situação e a possibilidade de construção da ideia de que toda ideia é mutável.
Tendo conhecimento sobre o ambiente sociocultural onde está inserido o aluno é possível trabalhar diversas questões de aprimoramento intelectual e social com base nos conteúdos da cultura corporal. É possível por exemplo fornecer ao aluno a experiência de conhecer de forma sensorial a cultura vivida em outras partes do país por meio da analise da construção de seus jogos e os esportes mais praticados pela região, assim como pode ser também utilizados os próprios objetos de atividades de lazer do ambiente onde ele vive de forma a entender a construção do mesmo e a sociedade que ele faz parte e seu papel na mesma.
É na analise de questões como, por que nas periferias a prática do futebol de rua é mais visível do que nos bairros de classe alta, ou como é o lazer na comunidade onde ele vive. Ou até mesmo analisar o que é lazer no contexto de uma sociedade que vive para um lazer ocioso e único quais as diversas formas de lazer que existe e quais estão disponíveis para ele.
Enfim, a pesquisa social não deve ser vista apenas como base de um estudo cientifico para analises ideológicas. Ela deve ser encarada como parte de uma base fundamental para a prática do educador em geral e principalmente para o Professor de Educação Física que trabalha em cima dos conteúdos culturais e atua ativamente na formação do caráter individual e coletivo dos alunos das suas práticas. A educação física pode atuar na escola como ambiente moderador entre o ambiente educacional e o ambiente social e esse fator deve ser evidenciado e abraçado por nós enquanto Professores construtores e fornecedores de conhecimento.

domingo, 24 de maio de 2009

A arte de ensinar

Uma vez que assumimos o papel de professores temos que ter esse papel em todos os ambientes que nos encontramos.

É complicado imaginar tal cena, mas é preciso entender que independe se estamos atuando numa academia ou em uma escola o nosso papel é o mesmo, instruir e ensinar.

Precisamos nos ater na causa de transformar pessoas autonomas e menos dependentes de nossos cuidados. Me refiro a questão de que, no caso das academias por exemplo, os alunos/clientes devem estar conosco não apenas pela atenção e pelo carisma, mas sim pelo conhecimento que podemos oferecer a ele.

Quando inciei na área, trabalhei em um local onde pela primeira vez ví um aluno relatar com respeito sobre um colega de profissão. E não foi pelo seu carisma ou pela forma de tratamento e sim por esse colega em específico ter mostrado a ele o mundo da fisiologia. Apresentado livros, autores, artigos, que além de justificar os treinos e trabalhos, esclareciam o aluno para que ele assumisse uma postura mais coerente perante sua saúde, atuando assim na tão falada "qualidade de vida".

O aluno em questão não era qualquer pessoa, leiga ou ignorante no que se refere ao corpo humano. Era um radiologista que tinha sim grande conhecimento em questões corporais, mas na época em que treinava com o profissional em questão, não tinha conhecimento em questões fisiologicas. Porém o encanto foi tão grande que o fez buscar livros, artigos e estudar mais.

O melhor é o respeito que criou perante a área. Na época em que atendia esse aluno, ele não relutava em questões de treino, nem agia como se quisesse fazer o treino sozinho. Ele respeitava meu trabalho e o dos meus colegas.

E é isso que precisamos aprender e colocar na nossa pratica. Respeitar os alunos, ensinar e passar o conhecimento e assim ter o respeito tão almejado em nossa área!


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domingo, 7 de dezembro de 2008

Educação Física, seus conteúdos e seus campos.

Para iniciar uma discussão em torno da educação física como componente do ensino e da formação de um indivíduo é importante que tenhamos em mente o que compreende, em torno de assuntos, a educação física.

Um das linhas de trabalho que muito me encantam ao projetar aulas, sendo elas na visão escolar ou não, é a da cultura corporal de movimento. Bracht (2004) relata na cultura corporal de movimento uma linha que visa as “expressões concretas, históricas, modos de viver, de experenciar, de entender o corpo e o movimento e as nossas relações com o contexto”.

Analisando a prática sob tal visão temos todo o movimento exercido pelo corpo como um momento de aprendizado.

Quando pensando em torno do ambiente escolar temos na cultura corporal de movimento um leque diverso de temáticas que, independente da qual for, nos leva a integrar e descobrir movimentos e habilidades corporais em nós mesmos. Como defende Betti (1998) quando fala da cultura corporal de movimento, dentro da educação física escolar, responsável por formar o cidadão que vai utilizar daquele conteúdo trabalhado no seu dia a dia, produzindo, reproduzindo e transformando sua realidade mediante sua vivencia.

Na minha visão o que Betti defende para a educação física escolar deve ser abraçado e defendido para a educação física em todos os ambientes que ela atua.

Quando atuando na academia, o conhecimento deve ser passado, a simples prática pela prática não compensa nem mesmo neste ambiente.

Um aluno que execute uma determinada atividade, sem saber aonde ela atua ou o que ela vai favorecer no seu objetivo correrá grandes riscos de não alcançar o objetivo pretendido.

Quando pensado para um ambiente de ginástica laboral é o mesmo acontecimento. O aluno em todos os casos precisa se reconhecer na atividade para que tenha confiança na execução daquele movimento se apropriando dele.

Quando pensarmos em prática física seria interessante pensarmos que esta é toda a movimentação que nosso corpo realiza durante nossas atividades diárias.

A corrida para pegar um ônibus, a “alongadinha” que damos quando pretendemos pegar algo que está um pouco além do nosso alcance, enfim.

Quando planejamos nossas aulas pensamos nos objetivos mais específicos como aprender a execução de um determinado movimento de uma prática esportiva ou, por exemplo, exercitar de forma estática um músculo afetado em momento de labora. Quando fazemos isso nos esquecemos de um outro objetivo “oculto” que nossa prática também traz que é a vivencia corporal que aquela atividade pode proporcionar, sendo esta vivencia, as vezes, mais marcante para os alunos do que o nosso próprio objetivo.

Essa importância não se dá pelo destaque dado ou não no nosso objetivo “principal” na hora da aula, mas sim por que (convenhamos) o movimento e a vivencia desse movimento nos é mais marcante do que os fatos que levaram a ele acontecer.

Uma criança sempre lembrara de uma aula onde teve uma prática corporal positiva em sua visão, possivelmente ela não se recorde da temática da aula nem do que foi abordado nela, mas aquela prática e aquele movimento serão sempre lembrados. E é nesse momento que entra a nossa abordagem.

O que nos leva a pensar numa questão que a cada dia aumenta entre discentes e docentes da educação física. A prática aliada à teoria, o que é chamado de Práxis.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Apresentações.

Sejam todos bem vindos ao pequeno espaço projetado para discussão e ampliação dos conteúdos da educação física e seus campos de trabalho.
O interesse principal desse blog é passar para todos os nossos futuros e atuais colegas de profissão toda a amplitude que nossa área possui, logo que temos tantos caminhos a seguir e a tantos lugares levam esses caminhos.
Estejam todos convidados a levantar discussões a cerca de nossos conteúdos e para onde podemos ir trabalhando com eles.
Como já foi dito, sejam bem vindos sintam se em casa.
SDS,
Lizandra Lima